Rua deserta

Nunca antes por ser algum,
A rua principal fora percorrida,
Sem sentido absolutamente nenhum
Era a sua forma de vida.

A vontade de a encher
De cor, vivacidade, esperança (Era maior que tudo)
No entanto era necessário combater,
Combater fortemente como uma criança!

Percorre esta rua,
Sem medo, com determinação
Pois só pedia que fosse tua,
A minha vida e o meu coração!

Eu acredito... mas ela não!

Só queria acreditar em nós
Agarrados, abraçados, entrelaçados!

Só queria acreditar, acreditar, acreditar...
Porquê? Era a causa dos todos os problemas,
Aquilo que sempre quiseste, o que sempre sonhaste...
Mas também o que sempre desperdiçaste!
Não me arrependo da escolha feita
(Ao contrário dela!)
Nunca ligaste a boca ao cérebro
E me perguntaste o quanto fizeste para me sentir bem!
(E tanto queria essa imagem na minha tela...)

Foi uma guerra interior
(E as linhas que escrevo são sobre quem não quero escrever mais!)
Mas ainda hoje sinto aquele calor,
Por ser tão difícil amar
Um ser que nem um desejo sabia guardar!

Acreditei e acabei desolado,
Completamente destroçado!
(Entretanto renasci mais forte...)
Nunca antes, nunca depois!
Mas para a eternidade ficará essa imagem...
(A de nós os dois!)