Luta, revolta, intervenção!

Avante camarada!

Segue em frente, luta, não desistas!
Contra tudo, todos, todas as coisas,
Até as mais insignificantes,
Batalha com todas as forças, usa todo o poder:
o da escrita, o das palavras,
o dos actos, o de acreditar!

Acreditemos todos que isto vai mudar,
Esforço, dedicação, trabalho:
Palavras de ordem no meio da desordem,
Palavras que querem impor...
Querem impor respeito, autoridade,
Organizar de novo a sociedade!

Mundo em mudança

Os dias ficam mais curtos,
As noites cada vez mais frias,
A esperança vai-se desvanecendo
E com ela aquilo que sentias.

Os pensamentos surgiram,
As dúvidas também,
Mas o mundo não pára de crescer
Para os que incertezas não têm!

Os dias tornam-se longos
E as noites ganham cheiro,
Finalmente concretizei o sonho
De ser o teu barqueiro.

A minha boca queria falar
Com o pensamento bastante barulhento,
Eu queria falar... falar...
Oh, o pensamento...

Rua deserta

Nunca antes por ser algum,
A rua principal fora percorrida,
Sem sentido absolutamente nenhum
Era a sua forma de vida.

A vontade de a encher
De cor, vivacidade, esperança (Era maior que tudo)
No entanto era necessário combater,
Combater fortemente como uma criança!

Percorre esta rua,
Sem medo, com determinação
Pois só pedia que fosse tua,
A minha vida e o meu coração!

Eu acredito... mas ela não!

Só queria acreditar em nós
Agarrados, abraçados, entrelaçados!

Só queria acreditar, acreditar, acreditar...
Porquê? Era a causa dos todos os problemas,
Aquilo que sempre quiseste, o que sempre sonhaste...
Mas também o que sempre desperdiçaste!
Não me arrependo da escolha feita
(Ao contrário dela!)
Nunca ligaste a boca ao cérebro
E me perguntaste o quanto fizeste para me sentir bem!
(E tanto queria essa imagem na minha tela...)

Foi uma guerra interior
(E as linhas que escrevo são sobre quem não quero escrever mais!)
Mas ainda hoje sinto aquele calor,
Por ser tão difícil amar
Um ser que nem um desejo sabia guardar!

Acreditei e acabei desolado,
Completamente destroçado!
(Entretanto renasci mais forte...)
Nunca antes, nunca depois!
Mas para a eternidade ficará essa imagem...
(A de nós os dois!)

Untitled


Aquele tipo continuava a funcionar como a minha própria consciência, uma espécie de voz dentro de mim que - supostamente - deveria ser uma ajuda para a tomada de decisões ao longo deste tempo todo. Ao contrário do que esperei, apenas funcionou como um mecanismo que só servia para causar confusão, até nos assuntos mais básicos… Chamava-se Coração.
Era ele que mandava em mim desde que a vi, a rapariga que desde logo me chamou à atenção não só pelo seu aspecto físico, como também pela forma como encarava a vida e pelo modo como tratava a sua grande amiga Integridade. Era esta a sua companheira de sempre, aquela que nunca a deixou transformar-se no estereótipo da actual juventude, a amiga que a podia e devia fazê-la sentir-se especial.
Havia também outro indivíduo, mas este não tinha uma função tão boa. Aliás, era por sua causa que nem sempre o Coração estava bem e que a Integridade várias vezes ficava doente. O seu nome era Ciúme e, apesar de todos os aspectos negativos, era de tal forma necessário que a sua existência devia ser obrigatória para uma boa união entre Coração, Integridade e a última grande característica do que nos unia: Confiança.
Pois bem, esta última era aquela que nos mantinha sempre unidos, ou pelo menos nos fazia sentir-nos como um só quando estávamos juntos. Era a Confiança que permitia uma perfeita sintonia entre aquilo que o Coração sentia, o dom da Integridade e a presença saudável do habitual Ciúme. No entanto, a junção destes quatro amigos tinha um nome estranho: Amor. Portanto, só pode ser este amigo que me une a ela…

Falsa Certeza

Não me consigo sentir melhor,
Quando estou vagueando por aí,
Nem mesmo quando estou escrevendo,
Sobre o que nunca senti.

Então falaremos sobre nós no além,
Esqueçamos o amor que nunca sentimos,
E façamos de conta que tudo está bem
Ao contar uma piada com a qual nos rimos.

Quero sair de cena,
Acabar com este encontro arranjado,
Sem qualquer ressentimento, sem pena,
E sem a como sensação de azarado.

Sim, sou um azarado por natureza,
Sou como os dias que preferes ignorar,
Mas um dia terei a grande certeza
De que me chegaste a amar!

Poeta louco

Chamam-me louco por ser poeta,
Maluco por andar à descoberta,
Um incompreendido na sua meta!

Sou aquele que escreve sem sentir,
O que usa a camuflagem para se abstrair
Daquela vida que ainda está por definir.

Por vezes dou por mim a pensar:
"O que seria de mim sem cultivar
O vício da escrita que não pára de aumentar?"

E só uma resposta consigo obter,
Mas certamente em segredo a vou manter
Com medo do "bichinho" perder!

Conheci-te assim...

Como te conheci?
Através do fundo dum
Telemóvel.
Ainda hoje o sentimento se mantém,
Recordações? Muitas também.
Isto é pura felicidade descrita
Numa só palavra:
Amizade.

O desconhecido

Toda a gente tem medo de enfrentar o não conhecido,
Seja o menos corajoso ou o mais destemido,
Passo a passo percorrem o caminho tenebroso
Com o coração cada vez mais nervoso
E com um sentimento tão receoso
Que até passa despercebido.
Todos enfrentam o incompreendido
Rumo constantemente chamado de perigoso,
Indefinido e também falacioso...
Caminho do desconhecido.

Sem título

Vagueando pela cidade,
O meu caminho faço,
Andando devagar, passo após passo,
Tento fugir ao estereótipo da sociedade.

Deixo as modas de lado,
E refugio-me num passado esquecido
Outrora bem sucedido,
Onde me sinto bem aconchegado.

Alegre e falador,
Brincalhão e divertido,
Sempre extrovertido,
O retrato dum pseudo-escritor.

Frustração

Passo a passo percorro a rua,
Sozinho, sem acompanhante,
Com um sentimento que apazigua
Quem dele se faz amante.

Já antes de mim muitos escreviam,
Sobre um clima de tensão,
Mas poucos eram os que percebiam
Que isso era contra a razão.

O mal-estar que causava,
Tornou-se o principal "não",
Mas todo o ser amava
Continuar a escrever com frustração!

Antítese

"I take a walk outside
I'm surrounded by some kids at play
I can feel their laughter, so why do I sear"

Não vivo o meu dia por sentir a tua presença; Não sonho na minha noite por sentir a tua ausência.
É estranho como ainda consegues ter tanta influência sobre mim, mas agradeço-te por continuar a ser assim. Necessito de saber e perceber que tudo acabou! Não te quero mais!

Espera... Não vás, preciso de ti de qualquer maneira. Já não te quero daquela forma que me assustava profundamente, ou quero? Cada vez crias mais confusão na minha cabeça e, por mais longe que estejas, consegues arranjar forma de criar mais e mais fortes perturbações no pensamento. Mantém-te por perto, mesmo que já não me interesses...

Não me interessas mesmo, é a pura verdade! E esta é uma afirmação sem qualquer tipo de sarcasmo ou ironia, é a maior das verdades e a única certeza que me fazes ter. Agradeço-te por isso então.

Pequenas notas...

Estranha aquela sensação de conseguirmos pensar em tudo nuns meros segundos, não? E porque estou eu a falar nela? Terei razões para dedicar um post a algo tão insignificante como uma sensação absolutamente banal?

E alguém me explica a razão pela qual estou a tornar isto num conjunto de perguntas? Alguém? Basta de perguntas, quero respostas!

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Durante a tarde de hoje percebi que a minha vida funciona como um pilha. Comparação parva? Não, basta pensarmos que a história dos opostos se atraírem ultrapassa em muito a Física (FQ, old boring times...) e que, até agora, tenho sido um mero polo positivo/negativo à procura da outra metade. Tem funcionado? Não, ainda se encontra em fase experimental. (Sim, porque apesar de tudo a vida é uma experiência)

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E ao ouvir a Thinking About You dos Radiohead, nunca senti um estranho sentimento nesta parte "Been thinking about you, and there's no rest, shit I still love you, still see you in my bed...". E o mais estranho de tudo é nada disto fazer sentido neste momento, algo que acontecia há algum tempo atrás. Sorry Radiohead,  sorry Fake Plastic Trees mas "She looks looked like the real thing...".

Estado do blog

Já não escrevia desde finais de Fevereiro e, por incrível que pareça, não tive aquele "bichinho" da escrita que durante o segundo mês deste ano não me largou. Contudo, durante esta última semana fui ganhando de novo aquela vontade incontrolável de escrever, embora nunca tivesse um tema em concreto para desenvolver.

Desde já um muito obrigado à Joana por me ter sugerido um excelente tema para escrever um dia destes, quando me sentir maduro o suficiente para falar dele, já que neste momento acho-me incapaz de o fazer da melhor forma.

Deste modo, nos próximos dias tratarei de criar uma hiperligação que vos ligará directamente a uma caixa onde poderão sugerir temas para tentar desenvolver quer em prosa ou se preferirem num poema. E podem sugerir os temas que quiserem sobre os mais variados assuntos, mesmo que vocês achem que este não se enquadra no género de coisas que costumo fazer. Aliás, sinto que um dos motivos que me fez abandonar a escrita quase diária foi esta repetição de temas que ao fim de algum tempo se tornou maçuda e me fez abandonar por uns tempos este blog.

Aproveito agora para mandar um grande abraço àquele rapaz que por comentários mais parvos que faça tem acompanhado isto, sim é o Zé, e um beijinho a todas as meninas que têm seguido este blog: Daniela, Sarinha, Mariana, Choana, Isabel e Catarina. Sei que poderão ser muitas e muitos mais, mas quis deixar bem claro este agradecimento, pois são vocês que me fazem continuar a querer escrever estas minhas "lamechisses".

Não tenho muito mais a dizer, aliás, só espero que o "bichinho" volte rapidamente e eu sei que isso vai acontecer, não fosse a vontade que durante o dia de hoje tive para vir aqui ao blog deixar bem claro que isto não vai morrer por andar numa fase menos boa.

O sorriso

De tão profunda que foi a mudança,
Nada se guardou e tudo se perdeu,
Resta-me aquela utópica lembrança,
Aquela do sorriso que pensava ser meu.

Com a mudança ficou preso no passado,
E não fui só eu quem mudou,
Mas nem do sofrimento fui poupado,
Pois fazes parte daquilo que sou.

Carrego comigo aquele sofrimento descomunal,
Que já senti outrora,
Agora tudo não passa do pensamento banal,
"Com o tempo tudo melhora!"

Mas serei aquele que mais sofreu?
Sim! E tudo porque pensava que o motivo do teu sorriso era eu!

Carta para ninguém

"Algures, aos tantos dias dum mês qualquer dum determinado ano

Até um dia...

Sei que é estranho começar uma carta com uma expressão típica de despedida pode parecer estranho, mas foi a única forma encontrada pela minha pessoa para demonstrar aquilo que tenho sentido senti.
Mas queres saber uma coisa ainda mais invulgar? Sempre Nunca soube aquilo que senti de forma verdadeira, no entanto, tive sempre a tendência de esconde-lo e nunca o divulgar. Talvez por essa razão tenha sido tão difícil fácil esquecer tudo o que se passou apesar das poucas vezes que Tudo aconteceu. Por isso, nada melhor começar esta carta com uma despedida saudação.
É difícil acreditar que Tudo acabou com Nada, mas ainda bem que assim foi e ainda bem que isto aconteceu pois, apesar de ter sido mais uma vez derrotado pela vitorioso sobre a vida, esta deu-me mais uma daquelas dolorosas sábias lições.
E, como não quero sofrer mais com algo que já esqueci, de ti não me despeço daquele modo tão cliché, mas com um pouco comum...
Olá!

Alguém Ninguém interessado em que leias este pedaço de texto

Amo-te


Palavra mais banalizada,
Mais comum, mais desgastada,
Palavra vulgarmente utilizada
Até na situação mais inesperada,
Propositadamente usada,
Sem sentido, sem nada,
E assim se dá por terminada
A típica conversa entre namorado e namorada,
Com aquela palavra tão mal aplicada
Com a qual nenhuma pessoa fica admirada,
Pelo contrário aterrorizada,
De tão mal que é empregada.

Dia Fatal


Tirem-me deste pesadelo,
 Poderás ser tu ser angelical,
Sim, estou determinado a vivê-lo
Mas é o meu dia fatal!

Toda a dor, sofrimento,
Não consigo aguentar tudo isto
Lentamente passa este momento,
E assim na memória o registo.

Nunca pensei ficar assim,
Triste, deprimido, desanimado,
Mas este será o meu fim
Pois já tenho o destino traçado!

Não me sinto preparado,
Estupidamente sentimental…
E como por um verme derrubado,
Espero pelo juízo final!

Déjà vu

Via-me no meio duma multidão de gente, conhecidos e desconhecidos a passarem por mim como se nada fosse. Era difícil acreditar no que me estava a acontecer: num momento o grande ídolo, no minuto seguinte já era um estranho para tudo e todos. Será que toda a gente que passava por mim naquela enorme rua já não se interessava por todo o legado que ao Mundo entreguei?

Abri os olhos...
Tudo não passava de um pesadelo, mas ao mesmo tempo percebi que conhecia aquele sítio, conhecia aquelas pessoas, mas desconhecia aquela sensação estranha de que tudo aquilo já tinha acontecido.

Aquele sentimento esquisito continuava a apoderar-se de mim, não me largava e era difícil fazer de conta que não estava lá. Tentava apenas adormecer outra vez, com a esperança dum sono mais calmo.

Adormeci...
Mas eis que a sensação volta mais forte do que nunca e vejo aquela porta verde! Fiquei indiferente... Mas ao lado da porta conseguia distinguir duas silhuetas de dois corpos humanos. Lembrava-me tão bem daquilo, mas algo acontece e fico sem aquelas memórias que me atormentavam há meses!

Entretanto, acordei...


Para alguém

Enganado vou estar
Se pensar que conheço este ser,
Mas será que algum dia vai parar...
Bem... parar de me surpreender?

Apesar das típicas inseguranças,
Das diferenças e das ideologias,
Continuaremos a ser como duas crianças,
Vivendo num mundo de alegrias!

A cada dia que passa
Aumenta a minha curiosidade,
Mas o tempo... esse escassa,
Com aquelas palavras cheias de verdade.

Triste fico com a sua tristeza
Ser assim não merece tal tratamento,
Mas duma coisa tenho a certeza,
Isto trata-se de puro sentimento.

Puxa o gatilho!

Com a voz demasiado rouca
Ainda conseguia implorar,
Que aquele não fosse o único destino,
Que alguém o viesse salvar.

De arma apontada ao peito,
E com os joelhos a fraquejar,
Aquela era a única solução
Para com o tormento terminar.

Puxando daquela substância branca,
Rapidamente tudo deixou de ouvir
E puxando do gatilho...
Oh, aquela dor que mal se fez sentir!

Estava tudo acabado,
A dor e o sofrimento
E enquanto que por cá andou
A todos deixou o seu testamento...

Medo

Ninguém tem medo, apesar das tentativas de muitos para o provocarem...

Constante Interrogação

Dias passados a questionar
Aquelas interrogações banais,
As questões menos especiais.
E mais uma vez vou perguntar...
Oh lá estou eu a demonstrar
Aquele medo... Aquela frustração!
Enfim...
Vivo numa constante interrogação.

"The things you own end up owning you..."
— Tyler Durden
Ajuda-me, errei novamente,
Hoje tornei a magoar esta alma inocente,
E o pior de tudo é o não existir,
Alguém para culpar do sucedido,
Mas o que se passou não posso alterar,
Apenas terei de aprender a viver como um bandido
E coexistir com aquele orgulho que volta a atacar...

Comecei a sentir-me inseguro,
Perdido no meio do nada,
Nada que dum momento para o outro,
Torna-se naquela melodia encantada,
Mas volto a sentir-me pequeno,
Perdido à espera de ser encontrado...

Apenas peço para me descobrires,
Revelares tudo o que de bom existe em mim,
Mais uma vez magoei-me na descoberta,
Naquela descoberta sem um fim...

Passado

E o que é o passado senão um bando de momentos totalmente desperdiçados ou algo que fica eternamente marcado?

De vez em quando coisas destas têm tendência a sair numa conversa perfeitamente normal...

Quero ser diferente!

Ser diferente, qual o problema?
Algum dia irá haver sábia resposta
Para tal dilema?

Desprezável é o que ri do diferente
Com a sua preconceituosa mente,
Porque não poderá alguém inovar
Quando a tendência é copiar?

É melhor ser odiado,
Do que uma vida atormentado
Se para receber amor
Implicar ser actor.

Ainda quero ser diferente,
Quero alterar esta filosofia
Mas serei forte o suficiente
Para mudar isto? Quem sabe um dia...

Vida de Adolescente

Ó miserável adolescente,
Vida por vezes deprimente
Decisões importantes começar a tomar
Para a tua longa caminhada continuar.

Por vezes precisas de gritar,
Precisas de te soltar,
Dispensas toda a pressão
Que te colocam na palma da mão

Ó miserável adolescente,
Ter uma vida normal
E em que sejas independente
Não passa de um pensamento banal.

Pensamento esse que tem a sua veracidade
Mas que nem todos dão louvor,
Ó fruto da mocidade,
Mostra-lhes o teu valor!

Esta coisa do ser adolescente
Tem muito que se lhe diga,
Coitado deste pobre inocente
E da sua miserável vida.