De tão profunda que foi a mudança,
Nada se guardou e tudo se perdeu,
Resta-me aquela utópica lembrança,
Aquela do sorriso que pensava ser meu.
Com a mudança ficou preso no passado,
E não fui só eu quem mudou,
Mas nem do sofrimento fui poupado,
Pois fazes parte daquilo que sou.
Carrego comigo aquele sofrimento descomunal,
Que já senti outrora,
Agora tudo não passa do pensamento banal,
"Com o tempo tudo melhora!"
Mas serei aquele que mais sofreu?
Sim! E tudo porque pensava que o motivo do teu sorriso era eu!
Carta para ninguém
"Algures, aos tantos dias dum mês qualquer dum determinado ano
Até um dia...
Sei que é estranho começar uma carta com uma expressão típica de despedida pode parecer estranho, mas foi a única forma encontrada pela minha pessoa para demonstrar aquilo que tenho sentido senti.
Mas queres saber uma coisa ainda mais invulgar? Sempre Nunca soube aquilo que senti de forma verdadeira, no entanto, tive sempre a tendência de esconde-lo e nunca o divulgar. Talvez por essa razão tenha sido tão difícil fácil esquecer tudo o que se passou apesar das poucas vezes que Tudo aconteceu. Por isso, nada melhor começar esta carta com uma despedida saudação.
É difícil acreditar que Tudo acabou com Nada, mas ainda bem que assim foi e ainda bem que isto aconteceu pois, apesar de ter sido mais uma vez derrotado pela vitorioso sobre a vida, esta deu-me mais uma daquelas dolorosas sábias lições.
E, como não quero sofrer mais com algo que já esqueci, de ti não me despeço daquele modo tão cliché, mas com um pouco comum...
Olá!
Amo-te
Palavra mais banalizada,
Mais comum, mais desgastada,
Palavra vulgarmente utilizada
Até na situação mais inesperada,
Propositadamente usada,
Sem sentido, sem nada,
E assim se dá por terminada
A típica conversa entre namorado e namorada,
Com aquela palavra tão mal aplicada
Com a qual nenhuma pessoa fica admirada,
Pelo contrário aterrorizada,
De tão mal que é empregada.
Dia Fatal
Tirem-me deste pesadelo,
Poderás ser tu ser angelical,
Sim, estou determinado a vivê-lo
Mas é o meu dia fatal!
Toda a dor, sofrimento,
Não consigo aguentar tudo isto
Lentamente passa este momento,
E assim na memória o registo.
Nunca pensei ficar assim,
Triste, deprimido, desanimado,
Mas este será o meu fim
Pois já tenho o destino traçado!
Não me sinto preparado,
Estupidamente sentimental…
E como por um verme derrubado,
Espero pelo juízo final!
Déjà vu
Via-me no meio duma multidão de gente, conhecidos e desconhecidos a passarem por mim como se nada fosse. Era difícil acreditar no que me estava a acontecer: num momento o grande ídolo, no minuto seguinte já era um estranho para tudo e todos. Será que toda a gente que passava por mim naquela enorme rua já não se interessava por todo o legado que ao Mundo entreguei?
Abri os olhos...
Tudo não passava de um pesadelo, mas ao mesmo tempo percebi que conhecia aquele sítio, conhecia aquelas pessoas, mas desconhecia aquela sensação estranha de que tudo aquilo já tinha acontecido.
Aquele sentimento esquisito continuava a apoderar-se de mim, não me largava e era difícil fazer de conta que não estava lá. Tentava apenas adormecer outra vez, com a esperança dum sono mais calmo.
Adormeci...
Mas eis que a sensação volta mais forte do que nunca e vejo aquela porta verde! Fiquei indiferente... Mas ao lado da porta conseguia distinguir duas silhuetas de dois corpos humanos. Lembrava-me tão bem daquilo, mas algo acontece e fico sem aquelas memórias que me atormentavam há meses!
Entretanto, acordei...
Aquele sentimento esquisito continuava a apoderar-se de mim, não me largava e era difícil fazer de conta que não estava lá. Tentava apenas adormecer outra vez, com a esperança dum sono mais calmo.
Adormeci...
Mas eis que a sensação volta mais forte do que nunca e vejo aquela porta verde! Fiquei indiferente... Mas ao lado da porta conseguia distinguir duas silhuetas de dois corpos humanos. Lembrava-me tão bem daquilo, mas algo acontece e fico sem aquelas memórias que me atormentavam há meses!
Entretanto, acordei...
Para alguém
Enganado vou estar
Se pensar que conheço este ser,
Mas será que algum dia vai parar...
Bem... parar de me surpreender?
Apesar das típicas inseguranças,
Das diferenças e das ideologias,
Continuaremos a ser como duas crianças,
Vivendo num mundo de alegrias!
A cada dia que passa
Aumenta a minha curiosidade,
Mas o tempo... esse escassa,
Com aquelas palavras cheias de verdade.
Triste fico com a sua tristeza
Ser assim não merece tal tratamento,
Mas duma coisa tenho a certeza,
Isto trata-se de puro sentimento.
Se pensar que conheço este ser,
Mas será que algum dia vai parar...
Bem... parar de me surpreender?
Apesar das típicas inseguranças,
Das diferenças e das ideologias,
Continuaremos a ser como duas crianças,
Vivendo num mundo de alegrias!
A cada dia que passa
Aumenta a minha curiosidade,
Mas o tempo... esse escassa,
Com aquelas palavras cheias de verdade.
Triste fico com a sua tristeza
Ser assim não merece tal tratamento,
Mas duma coisa tenho a certeza,
Isto trata-se de puro sentimento.
Puxa o gatilho!
Com a voz demasiado rouca
Ainda conseguia implorar,
Que aquele não fosse o único destino,
Que alguém o viesse salvar.
De arma apontada ao peito,
E com os joelhos a fraquejar,
Aquela era a única solução
Para com o tormento terminar.
Puxando daquela substância branca,
Rapidamente tudo deixou de ouvir
E puxando do gatilho...
Oh, aquela dor que mal se fez sentir!
Estava tudo acabado,
A dor e o sofrimento
E enquanto que por cá andou
A todos deixou o seu testamento...
Ainda conseguia implorar,
Que aquele não fosse o único destino,
Que alguém o viesse salvar.
De arma apontada ao peito,
E com os joelhos a fraquejar,
Aquela era a única solução
Para com o tormento terminar.
Puxando daquela substância branca,
Rapidamente tudo deixou de ouvir
E puxando do gatilho...
Oh, aquela dor que mal se fez sentir!
Estava tudo acabado,
A dor e o sofrimento
E enquanto que por cá andou
A todos deixou o seu testamento...
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